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"Patrimônio Cultural Rememorado"
Mostra coletiva da ACAP na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, no mês de maio de 2018
Curadoria de Marcelo Seixas
 
Publicado em 25 de Junho de 2018

Patrimônio Cultural Rememorado

( ao lado, obra do artista Gelsyr Ruiz )

São muitas as vias de acesso ao patrimônio cultural de um povo, aquele conjunto de manifestações e produtos culturais que referenciam identidades, memórias, modos de criar, fazer e viver. É possível afirmar com tranquilidade que, dada às peculiaridades que caracterizam a formação de nosso estado, o conjunto e variedade de criações e bens artístico-culturais aqui produzidos e que constituem o patrimônio cultural catarinense é riquíssimo, pois heterogêneo, plural e único.

As artes, sobretudo aquelas que lidam com questões pertinentes ao campo do traço, da cor, das formas, sob os mais variados meios expressivos, foi, desde sempre, uma dessas vias de acesso. Muitos artistas, ao longo da historia da arte, ocuparam-se da tarefa de, mais do que simplesmente efetuar o registro de algo, deixar para a posteridade suas impressões a respeito de determinado aspecto do patrimônio cultural vivenciado. E continuam a fazê-lo mesmo depois do advento da fotografia e as consequências positivas que a nova técnica trouxe para o campo das artes visuais.

 

A pintura de Carlos Brandalise chama atenção para o patrimônio cultural edificado; o trabalho de Cissa Monguilhott trata de capturar a efemeridade do vento sul; os corpos esculpidos por Elenice Berbigier evidenciam a passividade e o distanciamento das pessoas para com o problema posto; o apelo mítico dado por Eliane Veiga ao tema, tal qual um bálsamo, traz um alento à alma carregada de anseios e angustias; a série de gravuras de Gelsyr Ruiz revela e atualiza a problemática indígena comumente desconsiderada, esquecida, renegada enquanto patrimônio cultural catarinense; a pintura de Janete Machado alude à variedade de cores, formas e movimentos que caracterizam as festas populares; o trabalho de Jaime Baião remete à sobreposição de camadas de tempo, historias e memórias que, continuadamente, se acumulam; as aquarelas de Maria Esmênia chamam atenção para a cultura alimentar e toda sua rica variedade de aromas e sabores; a composição de Marilene de Orleans apropria-se e atualiza os modos de fazer rendas dando nova materialidade a uma tradição que ainda sobrevive; as pinturas de Onildo Borba recriam um cenário urbano já não existente materializando memórias praticamente esquecidas; as pinturas de Soli reúnem dois grupos, historicamente conflitantes, importantíssimos para a formação da base da cultura do estado, os portugueses e os africanos e os trabalhos de Vilson José da Silva mostram uma pratica extrativista ancestral em vias de desaparecimento por conta do desrespeito para com nosso patrimônio maior, a paisagem cultural.

A Exposição Coletiva da ACAP “Patrimônio Cultural Rememorado”, na sede do Poder Legislativo, a Casa do Povo Catarinense, pretende contribuir para este importante movimento de valorização e respeito para com o patrimônio cultural catarinense. Os trabalhos aqui expostos, mesmo que não esgotem o assunto, são significativos, pois revelam fragmentos importantes de nossos modos de criar, fazer e viver, que muitas das vezes são esquecidos e desconsiderados e que merecem atenção e cuidados urgentes.

Curadoria de Marcelo Pereira Seixas.

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